segunda-feira, 13 de junho de 2016

Abaixo o Mau Humor!

Abaixo o Mau Humor!


Nada, absolutamente nada, justifica o mau humor no trabalho, na família, nas relações sociais. Ele só serve para afastar as pessoas. Chefes mal humorados distanciam-se de seus subordinados que com eles não querem falar, não querem comentar nada, evitam falar das coisas sérias do trabalho. Subordinados mal humorados são horríveis. Os chefes acabam evitando essas pessoas e a cada dia que passa elas ficam mais distantes de uma promoção, criando um círculo vicioso - mau humor = fracasso = mau humor pelo fracasso.


As  pessoas que têm uma tendência para o mau humor devem fazer um esforço adicional para vencê-lo. Pessoas mal humoradas tratam mal outras pessoas e isso deve ser evitado a qualquer custo. Pessoas mal humoradas são, via de regra, igualmente "reclamonas", sentem-se injustiçadas e tem um sentimento de auto-piedade que não pode ter lugar nos dias de hoje em que precisamos ter relações sociais positivas, proativas.


Nesta semana, gostaria que você fizesse uma auto-análise e visse se você, seja chefe ou subordinado, não está "viciado" em ser mal humorado. Há pessoas que pensam que ser mal humorado seja sinônimo de "seriedade". Nada mais falso. Lembre-se que o bom humor é um dos mais visíveis sinônimos de inteligência.


Pense nisso. Sucesso!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Manual do Jornalista Vendido



Você não consegue emprego em um grande veículo ou foi demitido por escrever bobagem demais? Tudo isso, só, porque é um militonto de esquerda? (apesar que todo militonto é de esquerda) Está revoltado e quer se vingar? Siga os 10 passos do manual e seja um jornalista e/ou blogueiro famoso na esgotosfera. Sucesso!


  1. Jornalismo imparcial só existe na universidade! Tanto faz ser de direita ou de esquerda, escolha sempre o lado que lhe paga mais.

  2. Obviamente, petistas pagam mais!

  3. Caso seus leitores sejam petistas, pode parar por aqui, pois qualquer coisa que você escrever, eles irão acreditar. Se não forem, siga adiante.

  4. O importante é sempre agradar aos petistas. Esqueça seu caráter, sua ética e seu senso crítico. Sempre escreva textos positivos.

  5. Diga que os petistas são a solução de todos os problemas. O importante é fazer os leitores acreditarem que tudo de bom não existia antes do PT. Convença que a totalidade da existência era ruim antes dele. Inclusive as coisas ruins feitas por petistas ponha a culpa em quem veio antes.
  6. Caso surjam notícias negativas, siga os seguintes passos:
    I. diga que é mentira.
    II. Se provarem ser verdade: diga que não tem nada demais.
    III. Se a última não funcionar: diga que todo mundo faz o mesmo.
    IV. E o mais importante: instrua o petista a se fazer de vítima. Mas fique tranquilo, nisso eles são expert.

  7. Quando se referir à grande imprensa, chame-a de “mídia”. É sempre bom fazer média com os petistas. Eles adoram...

  8. Além de chamar de “mídia”, alimente a teoria conspiratória do PIG (Partidos da Imprensa Golpista). Diga que o PIG quer enfraquecer as instituições. Se seus leitores acreditarem, ficará muito fácil desmerecer qualquer matéria com: “E quem acredita no PIG?”

  9. Quando perder um debate, seja agressivo com os oposicionistas. Sempre os ofenda com frases interrogativas. Por exemplo: “Você é tão idiota quanto parece, seu alienado?”

  10. Se lhe faltar argumentos encha o texto com “Hahaha!”, não importa para qual veículo ou meio escreva. Tente ser irônico, mesmo que não consiga, pois o importante para ser um jornalista vendido é saber fingir.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

"Candida Dilma"


Dilma foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras por oito anos, de 2003 a 2010. O período coincide com a generalização da rapinagem da empresa pelo lulopetismo. Com inocência capaz de convencer um ogro, ela espalhou que durante todos esses longos anos nada viu, pressentiu, intuiu, sentiu ou qualquer outro "iu" sobre a pilhagem crescente da estatal. Santa Dilma, ou melhor, Cândida Dilma (antológico personagem de Molière, com personalidade de credulidade equivalente ao nome). Acreditou nas maquiagens e na demagogia da redenção do País pelo pré-sal.

Ingênua e limpa, Dilma não sabia estar cercada de raposas e hienas. O malvado Lula colocou-a na posição de presidente do Conselho (o mais importante cargo para acompanhar, fiscalizar, decidir os destinos da Petrobras), contando com sua ingênua e compulsiva complacência, para executar a operação da roubalheira sem fim - ou melhor, até quebrar a empresa.

Dilma se revelou uma Presidente de Conselho sob medida. Exaltava "resultados". Anunciava, junto com o Chefe, obras gigantescas, diante das quais o rei da Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, se sentiria um nanico. As obras hoje estão paradas ou canceladas; centenas de milhares de trabalhadores, desempregados; e muitos bilhões de reais enterrados. A descoberta do Petrolão, destaque na gestão Dilma, mostrou como viabilizaram o esquema criminoso que fez jorrar propinas em números estratosféricos e quase levou à falência da Petrobras. Mas Dilma, que nada sabia, ou por saber e nada fazer, consolidou sua posição com o Chefe para ser sua fiel sucessora. Ignorava o que a esperava? Vivia numa espécie de autoengano?

No seu primeiro ano como presidente (2011), por força de revelações sobre a herança corrupta dos anos Lula, alguns ministros caíram. Dilma ganhou, de graça, a alcunha de "faxineira". E passou a arquitetar sua obra mais marcante: a redução das tarifas de energia. Assumiu para si a autoria. Depois de alguma euforia, aconteceu o inevitável: o engodo apareceu, destruiu o setor elétrico e de energia de modo geral, que levou junto, para o brejo, a imagem de "gerentona" que se tinha dela até então. Dilma passou a ser associada a mais desastrada gestão pública de nossa história contemporânea. O país começou a estagnar. Numa corrida alucinada, Dilma criminalizou o debate nas eleições de 2014 e realizou o maior estelionato eleitoral de nossa história.

Na nova posse de Dilma, já não lhe restava nenhum atributo. Ao contrário. Desnecessário mencionar os pouco generosos adjetivos (e substantivos) atribuídos a ela pelos brasileiros. No segundo mandato, ela replicou a gestão temerária e a licenciosidade. Praticou fraudes e falsificou contas públicas. Ao mesmo tempo, a Lava Jato começou a revelar uma permanente e crescente corrupção como modo petista de governar. O "Fora Dilma" sintetiza tudo. Seu papel na história deve merecer destaque pela desaprovação em massa, principalmente nas ruas do Brasil e nas redes sociais. Ela merece. Fraudou as esperanças dos brasileiros e nos faz regredir de forma inédita. Sem nenhuma perspectiva de mudança, a não ser a xepa desesperada e vergonhosa que só acentua o pânico por perderem o poder corrupto por eles instaurado.

Seu julgamento pelo Congresso Nacional está em vias de se consumar. Votado o impeachment na Comissão da Câmara, vamos ter em seguida um momento único para o início da recuperação da imagem do Parlamento, pela sintonia com os anseios da sociedade. Nenhuma manobra de última hora será aceita. Não se trata de punição. Apenas Dilma e o lulopetismo são uma fraude com a qual os brasileiros já não suportam conviver.

Basta!

terça-feira, 15 de março de 2016

O princípio da moralidade administrativa


Apenas a burrice ou cinismo pragmático da petelândia não sabe que a nomeação de Luiz Inácio Lula da para qualquer ministério da Dilma é um ato jurídico automaticamente anulável. O jurista Modesto Carvalhosa, entrevistado ontem à noite no programa Roda Viva, da TV Cultura, advertiu que Lula pode até acabar preso por tentativa de enganar a Justiça. A maior expectativa é que, antecipando-se à manobra de Lula, o juiz Sérgio Moro decretasse a prisão de Lula, antes da nomeação. A corrida contra o relógio promete ser intensa nesta terça...

Nas redes sociais, magistrados espalhavam ontem uma tese interessante sobre como Dilma pode se prejudicar, ainda mais, se nomear Lula seu ministro. Nomear ministro de Estado, com desvio de finalidade, implica violação ao princípio da moralidade administrativa (art. 37, caput, CF/88; art. 2º, caput, Lei 9.784/99). Violar um princípio da administração pública (como a moralidade administrativa) implica ato de improbidade administrativa (art. 4 c/c artigo 11, caput e inc. I, Lei 8.429/92). Constitui crime de responsabilidade do Presidente da República qualquer ato que atente contra a probidade administrativa (art. 85, V, CF/88). Conclusão: Presidente da República que nomeia ministro de Estado com desvio de finalidade pode responder por crime de responsabilidade.

Em tese, única chance Lula da Silva escapar, momentaneamente, do juiz Sérgio Moro, na operação Alethéia da Lava Jato, seria se tornar Ministro de Dilma Rousseff o mais depressa que puder. Lula só não pode esquecer que, outro dia, o Brasil assistiu à inédita prisão de um Senador em pleno mandato (o agora delator premiado Delcídio do Amaral - considerado "traíra" pela cúpula petista que o abandonou). No clima presente, nada custa que ocorra a inédita prisão de um ex-Presidente da República que se tornou ministro, de forma canalha, apenas para ter um absurdo foro privilegiado. Seria o prêmio justo e perfeito para o verdadeiro "ministro da avacalhação"

Nomear Luiz Inácio Lula da Silva é um suicídio político. A Secretaria de Governo (uma Presidência paralela?) está à disposição dele. A transferência do processo do caso do Triplex e do Sítio, de São Paulo para Curitiba, causou o cagaço máximo capaz de convencer Lula ao ato politicamente suicida de se tornar subordinado de mentirinha da Dilma, em troca de um vexatório foro privilegiado de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal - escapando do temido e popular Moro, o "Homem de Gelo", maior herói nas gigantescas manifestações históricas de 13 de março de 2016.

O ato burro de desespero de Dilma para proteger Lula tende a acelerar o processo de impeachment da Dilma. O réu na Lava Jato e ainda Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, adverte que o impedimento da Presidente pode ser votado em até 30 dias. A tramitação pode chegar a 45 dias, dependendo do quórum de pelo menos 51 deputados para abrir uma das sessões previstas para o caso. Dilma teria 10 dias para a defesa. Outros cinco seriam de votação na comissão de 65 membros que vai admitir o impeachment, até a votação final em plenário. Se o PMDB confirmar o rompimento com o desgoverno, tudo tende a ser ultra-rápido...

O Brasil vai reagir ao golpe sujo e ilegítimo de nomear Lula ministro. Dilma vai cair mais depressa, e Lula irá junto com ela - ou até antes dela. Lula, no Ministério, será o atestado de quem manda, de verdade, no desgoverno do crime organizado. Seu ato final de desespero, tende a ser fatal. Em Brasília, o mito em decadência ficará muito exposto e sob risco. A Jararaca vai tomar pau e terminará lavada a jato...

Te cuida, Ministro $talinácio... Você está prontinho para tomar um "cheque"-mate. Neste jogo, quem perde - porque levou algum cheque indevido de empreiteira em seu instituto ou empresa - acaba no xadrez...


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A FROUXIDÃO DO SER TUPINIQUIM

Como é que se muda um país de cordeiros, que se comportam como crianças, onde acreditam ser os mais espertos do planeta, mas na verdade não passam de um bando de otários e arrogantes?

Uma nação composta por pessoas babacas,  irresponsáveis e mediocres, que nunca se rebelam contra nada, que pensam apenas nos próprios umbigos e na providência divina para protege-los. E sempre em se dar bem de alguma maneira.

Passou da hora deste povo que briga com o vizinho para fazer valer os seus diretos por conta de um som alto, mas se acovarda quando é para brigar com alguém "maior" ou mais poderoso, e se apateta quando é feito de otário em momentos de lazer, ou diante de gente "poderosa" ou "famosa".

O povo brasileiro ainda não conseguiu sair da pré adolescencia, e pelo visto vamos levar mais uns 30 anos nisso.

Tem-se presente que a covardia passou a assumir a ordem do dia. Somos assaltados em todos os sentidos. O governo acintosamente nos rouba com as suas injustas tributações e, além de embolsar grande parte do dinheiro que nos é arrancado, distribui o restante em inúteis empreendimentos demagógicos encobertos sob a capa da moralidade intitulada como social.

O povo brasileiro, tão anestesiado, ou melhor, em coma, nos raros momentos, quando acordado, parece um zumbi que alimenta um canibalesco, caríssimo e corrupto executivo, sem que sejam esquecidos o igualmente voraz legislativo e o inútil judiciário, todos focados nos próprios interesses.

Ao judiciário, totalmente perdido, igualmente arrebatador do conteúdo dos bolsos do contribuinte, não sabe o que fazer e quando faz alguma coisa, a execução é de forma ineficiente e desacreditada. Daí, a violência grassa em todas as direções, originária da incompetência e desmandos dos diversos escalões dos Três Poderes que a República nos impingiu. O povo tonto e desorientado é a única vítima.

Até quando os homens de coragem e decisão assistirão inertes, o Brasil se acabar? Será que ao longo das sucessivas gerações as transmissões genéticas vindas dos heróis – derramaram sangue para nos legar este imenso território para o projetarmos no mundo como uma grande nação denominada Brasil – sofreram mutações degenerativas que originaram um povo frouxo? Será que foi injetado na barriga de nossas mães material deteriorado e hoje somos uma nação de covardes?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

obviedade ululante

O governo assaltou e arruinou a Petrobrás. A tese mais elementar era esta: parte do dinheiro roubado foi desviada para as campanhas de Lula, Dilma e tutti quanti.

No Brasil, o elementar nem sempre se impõe. Almas generosas dizem: não há provas de que os milhões roubados da Petrobrás foram usados em campanha. Todo o dinheiro foi registrado no TRE: contribuições legais. As empresas que doaram são as mesmas do escândalo. O dinheiro da propina foi simplesmente lavado. As almas delicadas não acreditam que tenha havido dinheiro sujo na campanha e não fazem a mínima ideia de para onde voaram milhões de dólares. E consideram que está tudo bem com a lavagem de dinheiro, embora isso seja um crime punido por lei.

Agora a casa caiu. A prisão do marqueteiro João Santana mostra que ele recebeu dinheiro do escândalo do petróleo como pagamento pela sórdida campanha de 2014.

Fechou-se o quadro. Ele já estava desenhado no celular de Marcelo Odebrecht. Numa das anotações falava que as contas na Suíça poderiam atingir a campanha dela. Quem é ela? Se afirmar que é Dilma, as almas generosas vão dizer: há milhões de outras mulheres no Brasil.

Delcídio Amaral já havia advertido Dilma de que a prisão de Marcelo Odebrecht atingiria sua campanha, porque a empresa pagou a João Santana no exterior. Mercadante teria dito: a Odebrecht é problema do Lula. Solidariedade zero entre eles.

Agora, vão dizer que o dinheiro de Santana foi ganho em campanhas no exterior. Ele fez algumas, no universo da esquerda latino-americana. Todas pagas regiamente. Acontece que ele enviou o dinheiro do Brasil. Por que as campanhas lhe pagariam aqui? Acontece que recebeu durante a campanha de Dilma. Por que as campanhas de fora pagariam fora do tempo?

E como se não bastasse: que outras campanhas levaram dinheiro de propina de Keppel Fels, que tem um estaleiro no Brasil, opera com a Petrobrás, e seu lobista Swi Skornicki, destinatário de um bilhete da mulher de João Santana, Mônica, orientando-o a depositar os dólares no exterior?

As descobertas da Lava Jato apenas demonstram com provas uma tese cristalina: roubaram para permanecer no poder e acumular fortunas. Mas, sobretudo, para prosseguir no governo, entupindo as campanhas de dinheiro sujo.

Tecnicamente, a Lava Jato seguiu o caminho real: o dinheiro. É em torno da grana que eles giram como mariposas.

Além da cooperação suíça, as autoridades norte-americanas foram rápidas em enviar seus dados. Os suíços mantiveram sua disposição de colaborar.

Enfim, o cerco se fechou, uma parte considerável do mundo se alia ao povo brasileiro no esforço não só de punir os responsáveis, mas também de recuperar o dinheiro roubado.

E o governo, os políticos, os brasileiros, em tudo isso? O que era apenas uma tese que já balançava Dilma se tornou um fato comprovado com documentos. Aliás, mais documentos do que em outros casos da Lava Jato.

Se fosse uma partida de xadrez, diria que o governo levou um xeque-mate. Antes apenas se falava que a campanha de Dilma foi feita com dinheiro roubado. Agora todos sabem.

Mas o PT não é um jogador de xadrez comum , e não só porque atropela regras. Ele se distancia da própria realidade. Xadrez? Não estou vendo o tabuleiro. Antena no sítio de Atibaia? Lula não usa celular. Prisão do marqueteiro? O PT não tem marqueteiro, é apenas um senhor que nos ajuda.

De qualquer forma, será difícil acordar todas as manhãs, num país mergulhado em crise econômica, e pensarmos que ele está nas mãos de um grupo que roubou para vencer.

E não será apenas uma certeza política. Estarão lá, diante de nós, as contas no exterior, os dólares enviados, as transferências, conversões – enfim, toda a trajetória do fio condutor a que eles estão ligados: a grana.

De qualquer forma, o episódio é um momento de otimismo, na medida em que precipita a queda de Dilma. Como as crises estão entrelaçadas, uma solução política poderia dar algum alento à economia e se um projeto de transição sério fosse levado até 2018.

O PSDB voltou do recesso dizendo que votaria os projetos de interesse do País ao lado do governo. Isso me parece correto, pois sempre fui contra as pautas-bomba que explodem no bolso dos contribuintes. No entanto, não se deve acreditar ser esse o grande problema da oposição. Seu problema é não focar na saída da crise: o impeachment. E não trabalhar com uma ideia mais clara da transição.

Olhando para o futuro próximo, não faz sentido dizer que vota a reforma da Previdência só se o PT votar também. É um tema inescapável na transição.

Orientar-se pela posição do PT é, de uma certa forma, antecipar uma disputa em 2018. Não sabemos direito como será 2018 nem se haverá PT. O problema é achar um rumo para a transição e fazê-la acontecer com a queda de Dilma.

Os acontecimento da semana mostram que o jogo de empurrar com a barriga é apenas um esforço para levar Dilma até 2018, tudo bonitinho, faixa passada. A realidade, por meio de uma investigação competente, com apoio internacional, mostrou mais uma vez que é preciso pegar o touro à unha.

Os que esperam 2018 deveriam considerar apenas como ele será muito pior se nada for feito. Com que cara o Brasil chegará lá, dirigido por um governo corrupto, incompetente, politicamente nulo?

Quem sabe faz a hora ou espera acontecer? Ao contrário da canção, às vezes, acho melhor esperar acontecer. Mas, no caso específico, há um sentido de urgência.

Continuar com esse governo vai desintegrar o País. Uma terrível animação de Hong Kong já mostra a Baía de Guanabara poluída, atletas vomitando, a estátua do Cristo Redentor fazendo toneladas de cocô. É uma peça de humor. Mas se parece muito com o pesadelo que vivemos no Brasil.



FERNANDO GABEIRA*

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Se cavar achar!



Aumentou o número de empresas do consórcio que reformou de graça para Lula o sítio que ele jura que não é dele, mas de terceiros.

Eram três até ontem – OAS, Odebrecht e a Usina São Fernando de José  Carlos Bumlai, migo de Lula, benfeitor de sua família, preso desde o final de novembro último pela Operação Lava-Jato.

A Folha de S. Paulo, em sua edição de hoje, confirmou o que o jornal Valor havia publicado, mas foi além: a Oi fez parte do consórcio.

Amigo de Lula, o ex-sindicalista José Zunga Alves de Lima foi o responsável por conseguir a instalação, em 2010, de uma antena de celular da Oi próxima ao sítio da família Lula em Atibaia, interior de São Paulo.

Em 2005, a Oi comprou por R$ 5,2 milhões participação minoritária na Gamecorp, empresa de Fábio Luís, um dos filhos de Lula.

Três anos depois, segundo a Folha, Lula mudou a Lei Geral das Telecomunicações para permitir que a Oi comprasse a Brasil Telecom.

A antena de celular foi um presente dado a Lula por Otávio Marques de Azevedo, presidente da AG Telecom, uma das controladoras da Oi e parte do grupo Andrade Gutierrez.

A Andrade é acusada de participar do saque à Petrobras, assim como a OAS e a Odebrecht. Azevedo, principal executivo do grupo, ficou preso por quase oito meses e é réu por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Para construir a antena, a Oi alugou um terreno a cerca de 100 metros da entrada do sítio. Estima-se que a obra custou cerca de R$ 1 milhão entre equipamentos, licenças e taxas.

A Anatel informou à Folha que a antena está equipada com tecnologias 2G e 3G, que permitem chamadas de voz e acesso à internet. Nenhuma outra operadora de celulares cobre a zona rural de Atibaia.

sábado, 30 de janeiro de 2016

MAR DE LAMA!



Em fase de negociação com a Procuradoria Geral da República, o acordo de delação premiada de Otávio Azevedo, ex-presidente da empreiteira Andrade Gutierrez, tem tudo para criar novos embaraços para o Palácio do Planalto e para a presidente Dilma Rousseff. A proposta de acordo, em que Azevedo detalha aquilo que tem para contar às autoridades, envolve dois dos auxiliares mais próximos da presidente da República em uma ofensiva para fazer com que a empreiteira despejasse mais dinheiro na campanha da então candidata petista à reeleição.

Nos chamados "anexos" da delação premiada, que resumem os tópicos principais da colaboração, Otávio Azevedo afirmou que a pressão por dinheiro, em pleno ano eleitoral de 2014, partiu do então tesoureiro da campanha petista, Edinho Silva, hoje ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, e de Giles Azevedo(foto), ex-chefe de gabinete e atual assessor especial de Dilma Rousseff. 

A mensagem, segundo o executivo, era clara: se a Andrade Gutierrez não se engajasse mais efetivamente na campanha petista, seus negócios com o governo federal e com as empresas estatais estariam em risco em caso de vitória de Dilma. Em outras palavras, o executivo, preso em junho do ano passado pela Operação Lava-Jato, relatou o que entendeu como um achaque.

A negociação, iniciada no ano passado, está em fase final na Procuradoria, mas tem enfrentado alguns empecilhos. Até recentemente, os procuradores insistiam para que o executivo fosse além do esquema de corrupção na Petrobras e no setor elétrico. Eles queriam incluir na delação negócios suspeitos na área de telecomunicações, onde o executivo, durante anos, exerceu forte influência - antes de assumir a presidência da Andrade, Otávio Azevedo comandava a Oi, que faz parte do mesmo grupo empresarial. 

Ele esteve à frente, por exemplo, do polêmico processo de fusão da empresa com a Brasil Telecom. Também foi um dos responsáveis pela decisão de aportar recursos na Gamecorp, a empresa de entretenimento de Fábio Luís, o Lulinha, filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O aporte, como se sabe, se deu pouco antes de sair a decisão do governo que abriu caminho para fusão, tão almejada pela companhia. Até recentemente, Azevedo vinha resistindo a incluir esses temas no acordo, o que fez com que a negociação emperrasse na Procuradoria.

A pressão do alto comando da campanha de Dilma Rousseff sobre a Andrade Gutierrez tinha uma explicação. Os petistas reclamavam que a empreiteira, embora fosse detentora de grandes contratos no governo e em estatais, vinha apoiando a candidatura do tucano Aécio Neves. A queixa se transformou em ameaça. A Andrade acabou abrindo os cofres. De agosto a outubro, a empreiteira doou oficialmente 20 milhões de reais ao comitê de Dilma. A primeira contribuição, de 10 milhões de reais, se deu nove dias após Edinho Silva visitar Otávio Azevedo na sede da empreiteira -- àquela altura, a Andrade já havia repassado mais de 5 milhões à campanha de Aécio e não tinha doado ainda um centavo sequer ao comitê petista.

Por ora os procuradores têm apenas os tópicos da delação do executivo. É a partir da assinatura do acordo que começarão os depoimentos - em que ele dará os detalhes de cada um dos assuntos relacionados na proposta de delação. Nas investigações da Lava-Jato, não é a primeira vez que Edinho Silva é acusado de pressionar empreiteiras a dar dinheiro para a campanha. Alvo de um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal, ele já havia aparecido nesse mesmo papel na delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da UTC. 

Até aqui, a menção a Giles Azevedo é tida como um dos pontos mais sensíveis da delação, justamente por seu potencial de dano à presidente da República. De todos os auxiliares de Dilma Rousseff, ele é o mais próximo da presidente. É dos poucos autorizados, no governo e fora dele, a falar em nome da petista.

Em notas enviadas a VEJA, o ministro Edinho Silva informou que se encontrou com o então presidente da Andrade Gutierrez e que as doações feitas pela empreiteira foram todas legais e declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral. Giles Azevedo, que era o coordenador da campanha de Dilma, disse que esteve uma única vez com Otávio Azevedo em 2014, mas não informou o motivo da reunião. (Veja)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Só falta o rabo!


Em plena dieta Ravenna, cheia de restrições, Dilma distribuiu ontem um potinho de jujuba na mesa de cada um dos que participaram do espetáculo de propaganda chamado Conselhão - reunião entre o governo e grandes empresários. O significado simbólico disto, em flagrante contradição com a lógica, é o mesmo usado pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, se vangloriar com o lançamento de um "plano" que vai endividar ainda mais o brasileiro, com o agravante de usar recursos do FGTS e de uma futura multa de demissão como garantia da grana emprestada a juros altos, no formato consignado (desconto em folha de pagamento, sem risco de calote para os bancos).

Mais sofrível que essa lógica do Barbosa, que chegou a usar a expressão "levar o cavalo beber água" (referindo-se aos R$ 83 bilhões em estímulo ao crédito), foi o recado dado ontem Banco Central do Brasil - desmoralizado pela força interventora do desgoverno Dilma. Alexandre Tombini, presidente do BC do B, decretou ontem que "a política monetária ficará em compasso de espera por algum tempo". Ou seja, o juro básico da economia ficará nos estratosféricos 14,25%, sem subir nem descer.

Nada custa lembrar que a Selic estava em 7,25% em abril de 2013... Agora, o desgoverno e a autoridade monetária apostam na "queda da inflação"... O "plano" prometido é atingir a milagrosa meta de 4,5% ao ano... O remédio usado será uma combinação de liberação do crédito com políticas recessivas - coisas que, na prática, não combinam bem. Pior que isto, é ouvir a Presidenta Dilma Rousseff, em pleno Conselhão, pedindo "encarecidamente" que a CPMF seja aprovada. Subir juros, aumentar impostos e fomentar o endividamento irresponsável a juros altos é o mesmo que receitar balinha de jujuba em uma dieta alimentar radical para redução de peso...     

Dá para morrer de rir (ou chorar) com a pobreza do argumento do ministro Nelson Barbosa para justificar a política do "cavalo indo beber água": "Temos que recuperar a economia rapidamente e o desafio imediato é normalizar o estoque de crédito no país. Temos que usar melhor os recursos que já estão disponíveis para usar melhor a liquidez que já existe no sistema bancário". Barbosa afirmou que o governo vê uma demanda por crédito nos segmentos que quer estimular. Segundo ele, há apetite por crédito habitacional, por capital de giro e por linhas para o comércio exterior.

O principal instrumento do plano da "água para o cavalo" será o FGTS. Detalhe grave: é uma grana que não pertence ao desgoverno. O "plano" prevê o uso de quase R$ 50 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. A poupança do trabalhador para o caso de perda do emprego poderá ser usado para a compra de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) num montante de R$ 10 bilhões — o que deve reforçar a oferta de crédito habitacional — e também para garantir empréstimos consignados (com desconto em folha).

Mais temerária ainda é a ideia de permitir que os trabalhadores usem a multa de 40% paga pelos empregadores em caso de demissão sem justa causa e 10% do próprio Fundo para dar mais segurança ao empréstimo consignado, aumentando sua oferta e reduzindo as taxas de juros desses empréstimos. A sacanagem é que consignado é uma modalidade altamente segura para os bancos, pois o risco de calote é quase nulo. O pagamento é descontado diretamente do salário do trabalhador endividado. Pelas contas do governo, se 10% dos trabalhadores que têm recursos do FGTS usarem esse dinheiro como garantia, o montante de crédito gerado será de R$ 17 bilhões.

Previsão: o FGTS, em breve, vai sofrer um rombo ainda maior. E se o desemprego subir, o fundo ficará ainda mais magro... Se é assim que o governo vai assegurar mais eficiência ao sistema financeiro, como pregou o ministro Barbosa, alegando que a "medida é boa para a economia", fica clara a certeza de que quem vai beber água não serão os cavalos - mas sim os burros ou antas que embarcarem nesta nova modalidade de usura patrocinada pelo mais incompetente desgoverno da História do Brasil.

"No script deles, serão sempre os mocinhos"


É sempre um prazer ler as colunas de Fernando Gabeira. Na desta semana, ele mostra como é impossível ter um diálogo racional com os populistas de esquerda.
Leiam um trecho:
"O colapso, a ruína, a decadência, nada disso importa aos populistas de esquerda. Apenas ressaltam suas boas intenções e a maldade dos críticos burgueses, da grande mídia, enfim, de qualquer desses espaços onde acham que o diabo mora. O Lula tornou-se o símbolo desse pensamento. Na semana em que se suspeita de tudo dele, do tríplex à compra de caças, do petrolão às emendas vendidas, chegou à conclusão de que não existe alma viva mais honesta do que ele.
Aqueles que acreditam num diálogo racional com o populismo de esquerda deveriam repensar seu propósito. Negar a discussão racional pode ser um sintoma de intolerância. Existe uma linha clara entre ser tolerante e gostar de perder tempo. O mesmo mecanismo que leva Lula a se proclamar santo é o que move a engrenagem política ideológica do PT. Quando a maré internacional permitiu o voo da galinha, eles se achavam mestres do crescimento. Hoje, com a maré baixa, consideram-se os mártires da intolerância conservadora. Simplesmente não adianta discutir. No script deles, serão sempre os mocinhos, nem que tenham de atacar a própria Operação Lava Jato."
Gentilmente extraído sem permissão de: "http://www.oantagonista.com/posts/no-script-deles-serao-sempre-os-mocinhos'

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

RESUMO DA LAJA-JATO (28/01/16)

As operações de busca e apreensão desta fase da Lava Jato, que miram o empreendimento que a OAS assumiu da Bancoop, tratam do caso das investigações que rodeiam Lula que está mais próximo de virar uma acusação formal que o levaria à prisão. Lula seria proprietário oculto de uma cobertura no edifício, mas não no papel. Lula diz que o apartamento não é e nunca foi seu, nem de sua esposa, mas contra esta versão há mais de 30 testemunhas que afirmam ter visto a família Lula visitando o apartamento e supervisionando as reformas dali, que incluíram a construção de um elevador privativo. Chama também atenção das autoridades investigativas o fato da OAS ter levado adiante a reforma milionária.



Ontem,  a Polícia Federal mirou o apartamento vizinho ao de Lula, a outra cobertura. Para entender o caso, vamos apresentar abaixo todos os personagens e siglas, além dos elementos na investigação:


EDIFÍCIO SOLARIS – Alvo das buscas da PF e localizado no Guarujá, o condomínio era construído pela Bancoop e hoje encontra-se superhabitado por petistas. As obras do condomínio estavam atrasadas e sob risco de não serem entregues quando a OAS assumiu o empreendimento para levá-lo adiante. João Vaccari Neto tem um apartamento por ali, além de Lula e Marisa, que tiveram uma reforma no imóvel totalmente bancada pela Bancoop, com direito a construção de elevador privativo.

BANCOOP – Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, os casos de desvios por ali começaram a virar notícia em 2010, quando soube-se que dinheiro da cooperativa fora desviado para campanhas petistas desde 2002. Desde 2010 João Vaccari Neto está denunciado pelo envolvimento no caso mas apenas recentemente os desdobramentos da investigação se aprofundaram. 8.500 famílias sofreram prejuízos por conta da roubalheira petista.

OAS – Construtora envolvida no Petrolão, era presidida por Léo Pinheiro que ficou  preso pela Lava Jato por seis meses em Curitiba. Ele e outros 5 diretores da construtora já foram condenadas por Sérgio Moro.
NELCI WARKEN – Presa hoje nesta 22a fase da Lava Jato, prestou serviços de marketing à Bancoop e tem um apartamento no Edifício Solaris. Ela é proprietária da Offshore  Murray Holdings LLC e é no nome desta empresa que está a cobertura vizinha à de Lula. No mesmo endereço em que está registrada a Murray Holdings, há também a empresa Global Participações Empresariais, que está em nome de Wesley Batista, presidente da JBS.

LÉO PINHEIRO – Chama-se José Aldemário Pinheiro Filho o ex-presidente da OAS que já foi condenado por Sérgio Moro a cumprir 16 anos e 4 meses de prisão. Seguidas vezes enviou recados à imprensa de que poderia acertar um acordo de delação premiada. Era tão íntimo de Lula que o chamava de “Brahma”. Acompanhou Marisa Letícia, esposa de Lula, em uma das visitas de supervisão das reformas no apartamento da família Lula que a família Lula nega ser proprietária.

JOÃO VACCARI NETO – Mais um tesoureiro do PT que foi preso, Vaccari participou dos desvios na Bancoop desde 2002.

FREUD GODOY, O SEGURANÇA DE LULA – Sua esposa tem um apartamento no Edifício Solaris. Freud Godoy esteve envolvido no esquema de elaboração e compra de um dossiê contra José Serra nas eleições de 2006.

MARICE CORRÊA DE LIMA – Cunhada de Vaccari Neto, foi uma das poucas agraciadas com imóveis da Bancoop. Ela teve direito a três apartamentos. O último, de 96 metros quadrados e localizado na Zona Norte de São Paulo, custou-lhe apenas R$ 61 mil reais. Recebeu R$ 244 mil da OAS e teve qu explicar isto à PF de Curitiba.

ANA MARIA ÉRNICA –  Diretora financeira da Bancoop, petista, é ré por estelionato no processo na 5ª Vara Criminal que envolve a cooperativa desde 2010. Tem um apartamento no Edifício Solaris.

HEITOR GUSHIKEN – Primo do ex-ministro Luiz Gushiken, também tem um apartamento no Edifício Solaris. – Texto gentilmente roubado lá no Blog do Rafael Brasil -

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

era legal ser petista nos anos 1990


Apesar de nunca ter me deixado seduzir, sou forçado a admitir: era legal ser petista nos anos 1990. Primeiro porque quase todo mundo era petista; depois porque havia algo de desafiador na ideia de eleger um metalúrgico como presidente do país. Nos anos 1990 éramos todos jovens e ousados e revoltadinhos. Levantar uma bandeira vermelha era simplesmente natural.
Hoje em dia, contudo, só continuam petistas três tipos de pessoas: os burros, os canalhas e aqueles que, por falta de palavra melhor, vou chamar de transtornados. Dos primeiros eu tenha certa pena, reconheço; dos segundos, raiva. Quanto aos transtornados, eles me fascinam na mesma medida em que me causam repulsa.
Dos burros não há muito o que falar. Eles simplesmente ignoram os fatos e acreditam cegamente na propaganda oficial. Como exemplo posso citar uma senhora que encontrei na farmácia outro dia. Ao receber a caixinha de remédio do atendente, ela se virou para a amiga e disse: “Meu remédio para a pressão a Dilma me dá de graça”. Ou seja, a pessoa não tem nenhuma noção de que está pagando pelo remédio com os impostos que paga. Entre os burros, pois, incluo os ingênuos – e em muitos casos a burrice não é mais do que isso mesmo: uma ingenuidade dolosa.
Os canalhas são facilmente encontrados nas redes sociais. São pessoas esclarecidas que defendem o Partido dos Trabalhadores porque levam alguma vantagem nisso. É gente que ocupa cargo comissionado e que ganha contrato do governo, por exemplo. Mas há um tipo de canalha especial: o fanático. Para ele, o petismo é uma religião. E ele defenderá seus papas, papisas, santos e diáconos até a morte, usando argumentos os mais sórdidos. Não dá para argumentar com fanáticos. A militância deles é transcendente; eles se consideram escolhidos, destinados a governar o restante da Humanidade.
Por fim, há aqueles que chamo, por falta de palavra melhor, de transtornados. Divido os transtornados em quatro subgrupos: os traumatizados, os românticos, os petistas sociais e, por fim, os psiquiátricos.
Minha inteligência me salvou, mas eu poderia muito bem ter me incluído, em algum momento, entre os que são petistas porque ficaram traumatizados com os anos 1990. Não foi fácil crescer naquela época. Foi difícil sobreviver a greves intermináveis nas faculdades e às absurdas taxas de desemprego. Os petistas traumatizados cederam aos encantos da sereia vermelha e têm uma aversão patológica por qualquer coisa não-petista porque suas lembranças pessoais dos anos 1980 e 1990 são ruins.
Já os petistas românticos são aqueles que acreditam na esquerda moleque, de várzea. São saudosistas de uma utopia. E se recusam a perceber que o sonho ruiu, que o Metalúrgico se corrompeu, que o poder vicia, embriaga e, em última análise, destrói. Os românticos usam argumentos que opõem pobres e ricos porque creem que os pobres (entre eles o Metalúrgico) são de alguma forma seres moral e politicamente superiores.
Mas os transtornados que mais chamam minha atenção são os petistas sociais. Trata-se daquela pessoa que cresceu entre petistas (burros, canalhas ou transtornados, sei lá) e convive com petistas e que, apesar de todos os pesares, segue petista para não ofender os amigos, para não ser excluído. É gente que teme criticar o PT para não ser chamado de “coxinha”, para não perder a namorada, para não irritar o chefe e os amigos.
Por fim, o caso mais grave entre os transtornados: o petista psiquiátrico. Este é até caricatural. Ele grita contra a Rede Globo e a Veja, sai por aí dizendo que todo não-petista pertence à Opus Dei, vê conspirações da CIA em todos os lugares e diz que os partidos de oposição são nazistas. São narcisistas, claro, e creem possuir uma inteligência superior capaz de perceber teorias conspiratórias que mais ninguém enxerga.
Reconheço: era legal ser petista nos anos 1990. Hoje, contudo, o petismo é doença que se cura com escola, cadeia ou algumas visitas a um bom psiquiatra.